Tuesday, February 24, 2009

QUERER CONTROLAR TUDO: O SENTIMENTO, O VAZIO AQUI DENTRO, AS LEMBRANÇAS, AS COISAS DITAS E AS IMPULSIVIDADES MALDITAS (ou só fingir)

Monday, February 02, 2009

Eu não quero mais viver de pedacinhos, das pequenas lembranças que me restaram de algo que acabou, de algo que não vai mais voltar por mais que um dia eu queira, nada voltará a ser o mesmo e eu tenho que lidar com isso agora.
Não quero viver dos teus olhares incertos, das teimosias inconstantes, dos 'adeus' que tanto existiram entre nós dois... Não quero viver das reconciliações, dos desgostos, dos beijos mais puros que existiram, dos prantos guardados, dos desabafos, das piadas de pontinhos, dos abraços demorados (até mesmo quando eu não queria), dos vários 'eu te amo', dos ciúmes, dos operetas prometidos, das cartas, pulseiras, mensagens no celular, históricos do msn, depoimentos malditos que eu nunca deveria ter escrito. Não quero mais viver de nada disso, não quero mais te olhar e lembrar de tudo que passou, é tão passado e porque ainda faço questão de lembrar? Talvez seja porque você não deixa as lembranças no simples 'apagar', faz questão de prosseguir com essa idiotice de ser carinhoso, de lembrar de certas coisas e eu não quero, por favor me deixa aqui sozinha só por hoje!

Cansei das suas palavras, cansei porque eu não caio mais nessa situação... Prefiro ficar só, do que me entediar com pessoas que mudam de humor constantemente. Cansei de todos por hoje, e eu preciso de um tempo só pra mim, faz-me o favor!
É melhor evitar do que comparar, do que o olhar e até mesmo o desejo de estar. Muito melhor é evitar a tua presença, até mesmo as dirigências, o teu falar e o teu sorriso a me encantar.
Posso não sentir nada, mas o simples fato de ser como aquela velha mania de dizer que você foi feito pra mim me faz transbordar de pesos na consciência, me faz elevar o súbito da inocência... e eu ainda sinto que somos só amigos, e mesmo assim há um grande conflito, porque você é tudo que alguém um dia já desejou: tem suas manias, é engraçado, acredita no que eu acredito, é carinhoso e me dá mais atenção do que deveria dar...
E eu só tenho a lamentar, a evitar... é o melhor a fazer, o melhor a zelar.

Thursday, January 08, 2009

Quando as coisas vão no rumo triste e melancólico, fica até dificil fingir que tudo anda bem, sorrir com um sorriso pontual, sempre disposta a encarar um temperamento forçado... Posso dizer que isso me aconteceu hoje, exatamente no mesmo lugar onde muitas lembranças boas foram resgatadas, talvez isso fosse bom, mas por ter a maldita vontade de voltar no tempo acaba sendo ruim.

Lá estava eu, cogitando idéias loucas dentro de uma cabeça de ovo, decidi ir lá fora e andar por lugares que só andei aos meus sete anos e olhe lá. Sentei na cadeira que eu costumava ver a bisa, ela era sempre tão linda, tão feliz, tão cheia de energia. Sentei também no lugar onde eu brincava com as meninas, em especial com a Flora. Lembrei da minha mãe e do meu pai juntos, vi umas fotos de quando eu era menor ao lado dos meus pais, e eu queria que fosse assim até hoje, mas infelizmente não funciona do jeito que queremos.
Enquanto eu ficava lá fora e o pessoal comia, eu decidi colocar tudo pra fora, mas é terrivel ter uma vontade de chorar e não conseguir, tentar forçar uma lágrima e ela não sair, parece que tudo dói mais, e é assim que eu me senti, tive então que entrar e sorrir, e continuar sorrindo até a madrugada melancólica em que me pertenço sozinha.

Friday, January 02, 2009

A minha maldita forma de dependência anda se prolongando, os meus costumes e minhas grandes manias chegam estranhar a mim mesma. Ando tão cansada, tão desgastada, e ainda outras coisas virão me atormentar, ou me curar (longas feridas, durante um grande trajeto... lembranças, comentários, preocupações... tudo cansa).
Se eu pudesse voltar no tempo, fazer tudo diferente, precaver todos os acontecimentos que costumam pisar no meu coração pequeno e voraz, poderia me tornar a pessoa mais feliz deste mundo, mas infelizmente ou FELIZMENTE, o mundo gira, quem está embaixo hoje, amanhã estará por cima, um dia se perde e no outro se ganha.

O que será de mim amanhã? Se sobrar um pouco de mim para amanhã, é claro!

Thursday, January 01, 2009

O que há entre nós não é a bendita química, é um sentimento que consegue ultrapassar tudo isso. Ao seu lado não sinto aqueles arrepios bobos, só sinto o meu coração desritmado indo de encontro ao seu e o teu sorriso me fazendo sorrir (eu sou uma tonta, eu sei que sou uma boba por você, caida aos teus pés e por mais que tente controlar, não ir atrás, de alguma forma você sempre é superior a mim).
Todos os momentos que passamos até hoje juntos (poucos, porém valiosos, tenebrosos, cheios de emoções) me fizeram pensar e repensar sobre a teoria do amor. Acho que é cedo demais dizer 'eu te amo' pra alguém que se conhece há um ano e pouco, e o pior é que eu já digo. Não sei se é amor, não sei se é algo passageiro ou eterno, não sei se um dia vai adormecer como já aconteceram outras vezes, só quero pensar no teu abraço demorado, no teu sorriso tão lindo e no teu olhar misterioso, nas tuas manias de querer aparentar um bom moço, nos teus costumes e defeitos, no teu jeito tonto que eu odeio, odeio tanto que chego a amar.
Queria que você dissesse que sou especial, mesmo eu sabendo que não sou, queria poder dizer que estou muito feliz por ter te encontrado (eu sou feliz por ter você na minha vida, só que existem os apesares, as incertezas e as dúvidas que tanto me incomodam e me entristecem, o talvez ao invés do sim ou do não e isso me dói como apunhaladas no coração). Queria que não houvessem os benditos sinais, as suas mil manias e maneiras de dizer coisas que as vezes não saem da tua boca, teu jeito de se portar quando me têm ao teu lado (você muda, mil jeitos diferentes aparecem num mesmo rosto e eu não consigo decifrar quando você me olha assim, eu tento e tento adivinhar o que você pensa, mas é tudo tão misterioso).

'Eu estou realmente muito feliz por ter te encontrado

(eu sinto que te encontrei, só não sei... não sei quem é você)

Saturday, December 27, 2008

Queria ter a louca coragem de dizer para você tudo que sinto agora, queria poder ir correndo ao seu encontro e te envolver em meus braços para nunca mais soltar, queria ter a certeza de uma vã incerteza que me atormenta agora, eu queria tanto... mas tanto.
Te amei desde o primeiro instante que te possui ao meu lado, desde a primeira vez em que contei piadas infames e vi o seu lindo sorriso se abrindo, desde a primeira vez que notei a cor dos seus olhos, desde o momento em que você me olhou e me abraçou. Meu coração acelerava a cada movimento que tu dava, e eu não entendia isso, para mim amor à primeira vista era impossível e eu realmente entendi que a frase que se encaixava no nosso romance de uma pequena estação era 'não existe amor à primeira vista, e sim a pessoa certa no tempo certo, e você por acaso estava lá' (não paro de pensar, queria parar de respirar agora.).
Não entendo os rumos que levaram tudo isso, e é uma droga! eu realmente não ligo mais, só que por que as pessoas sempre vem falar de nós dois? que é FATO que você ainda sente algo e tenta disfarçar ao me olhar? Eu queria que todas essas vozes sumissem agora, e que tudo fosse para um passado muito distante como estava indo, mas é dificil quando se trata de você, quando se trata dos fins de semana na igreja e do teu olhar ao me apavorar, é dificil porque a nossa amizade nunca será a mesma e eu já estou me conformando com isso, mas sinto falta do abrigo mais seguro que você me proporcionava, sinto falta porque alguém como você talvez nunca existirá (o talvez pode até ser excluído dessa frase, porque eu sei que nunca existirá MESMO). Posso até me apaixonar por outros meninos, posso até sentir minha mão suando frio com o abraço de qualquer outro, posso dizer que o amo, mas eu sempre tento compará-lo com você, sempre tento entender os mistérios que nos levaram até aqui e entender os motivos pelos quais você me deixou partir, e agora, mais do que nunca... eu digo que te amei com todo o fôlego que havia dentro de mim, te amei a cada instante de respiração ofegante, te amei, mas isso não me impediu de partir...


e se o medo não existisse mais?

Thursday, December 25, 2008

É engraçado a forma de dependência que possuo com relação as pessoas, por mais que eu tente fingir independência no fim sempre sobra Ana Júlia x Ana Júlia, e eu nunca sei lidar com isso porque preciso de alguém para me orientar, preciso de um ombro amigo no qual eu possa me apoiar e chorar na hora que me der vontade, preciso de alguém ao meu lado que me dê coragem para ser eu mesma, que me faça rir de piadas bobas e infames, que me faça demonstrar curiosidade e ser chata sem pretensões, que me ame sem segundas intenções, preciso de alguém para enxergar o meu verdadeiro 'eu' que escondo de muitos, do qual certas vezes me envergonho, de alguém para saber do meu passado monstruoso, dos segredos mais assustadores e mesmo assim me ame, alguém que saiba me aceitar como sou e tentar me ajudar quando estou prestes a cair, alguém que me estenda a mão mesmo tendo medo da mesma situação, alguém que saiba se arriscar mesmo que não tenha certeza do que virá, alguém que seja o mais sincero possível... Preciso de alguém assim como você foi comigo por três meses, preciso apenas me esquecer de você e me concentrar em outra pessoa que possa ocupar seu lugar, mas é tão dificil repousar meu amor em outros olhos que não sejam os seus.

Eu vou te esperar o quanto precisar!

Wednesday, December 24, 2008

Os seus olhos pegavam fogo, sua pele era pálida e macia como nuvens condensadas, o seu coração acelerava diante de qualquer argumento ou olhar paradísiaco, suas reflexões pareciam estranhas para qualquer um (todos a julgavam louca), ela se importava demais e passava a impressão de se importar de menos, como se fizesse pouco caso de muitos que tanto considerava.
Ela podia voar quando sonhava com ele, ela podia chorar ao falar com ele ou simplesmente dele, seu coração podia se auto-destruir a cada palavra dita para cada pessoa conhecida a respeito de seus sentimentos. Sempre tentava camuflar a verdade com o doce da ironia, fingindo estar tudo bem enquanto tudo ia mal, e parece que tudo que as pessoas achavam dela a afetavam mais do que a certeza do que ela era (a opinião dos outros valia demais para essa melancólica guria).
Os julgamentos eram constantes, neles se mostravam 'certezas' incoerentes sobre a vida dela. Tudo se passava numa rapidez imersa, as brigas vinham, as mágoas também e depois o assunto fluia com naturalidade, e mesmo assim, certas vezes tudo parecia forçado da parte dela, as pessoas não mudavam e ela também não mudava (inconstâncias constantes) e isso a magoava. Não adiantavam meras palavras: ''É BOBAGEM! ESQUEÇA! VOCÊ FAZ POUCO CASO! ELE NÃO TE MERECE!'', todas entravam por um ouvido e permaneciam intensas dentro de seu cérebro, todas as hipóteses ditas com certezas palpitavam por entre seus ouvidos, desciam ao coração e subiam a cabeça. Os sentimentos dela não mudavam, os olhos permaneciam energizados com o fogo, com a chama chamada amor, talvez um amor platônico, talvez um amor sofrido, aquele não correspondido, ou simplesmente o amor brinquedo. As amizades continuavam as mesmas, e ela tentava mudar tudo isso e encaixar num certo lugar, tentava mostrar com quem se importar, mas tudo parecia em vão.
Ela ainda sonhava, ela ainda voava, por entre as nuvens descalça ali estava; Permanecia intocável, inalcançavel, era um tipo de sentimento submerso por entre todos os que haviam ali passado, uma coisa escondida à sete chaves, embriagada por entre diários (palavras torcidas como chuva, palavras usadas em vão para alguém que nunca saberá da existência delas, para alguém que nunca as conhecerá).
Ela ainda estava ali, num canto sozinha, num canto chamado solidão, pensando em alguém que sorria e a fazia sorrir com frequências e sofrer com tendências. a solidão a doía, mas o amor a corroía, talvez isso fosse ruim, talvez bom, só bastava a ela conhecer e saber aonde todos esses sentimentos a levaria. Diferente, inocente, mesmo assim ela era gente. (chega, passou, acabou)

Saturday, December 20, 2008

as mesmas idéias ou motivações perseguem uma mesma pessoa em um indefinido momento, e por mais que sejam mesmices conseguem surpreender qualquer um, especialmente quando se trata de mim. As mesmices me perseguem de tal forma que não consigo explicar, e em uma noite como essa me dá vontade de escrever sobre elas, ou sobre o que vier na minha cabeça, aqui no meu perfil, mas não se trata daquele texto auto-explicativo, dizendo as qualidades ou defeitos, (porque sobre esses nem eu mesma consigo escrever, não me conheço o suficiente), eu realmente não consigo ser assim. nas coisas que escrevo costumo expor todos os meus sentimentos, mesmo que seja por uma pessoa que já se foi, por um amor não correspondido totalmente tolo, ou por uma amiga que está distante, tanto faz... desde que seja sentimento, [b]o mútuo sendo preservado e o não recíproco sendo esquecido no enigmático vazio que me 'preenche' certas vezes[/b], talvez pelo fato de simplesmente me fazer superar rapidamente os fatos que marcaram, nem que por um mês.
Sei que sou inconstante quando se trata de sentimentalismos, e isso acaba sendo constante, qualquer um já sabe que eu quero e não quero a mesma coisa, prevenindo antes de remediar, (talvez essa inconstância constante seja pelo fato de que eu gosto de me contrariar). minhas atitudes podem ser calculadas. se você pensar meia hora sobre mim, já pode até imaginar o que vou dizer, posso ser um pouco previsível, mas posso surpreender, e quando consigo atingir esse auge, acabo surpreendendo até a mim mesma. Tenho minha própria trilha sonora, pra cada mês, pra cada pessoa (mesmo que essa não saiba), o que acaba me trazendo mais lembranças, das boas, das ruins, das que existem dentro de mim. Tenho saudades de muitas épocas, de muitas pessoas que se foram (dos mais importantes, dos poucos conhecidos, dos muitos), de muitas pessoas que estão longe de mim o suficiente para arrancar lágrimas dos meus olhos, dos meus 11 anos em especial, das chiquititas, rei leão, lutinhas com os muleques, melhor amiga e pipoca no intervalo, primas e novelas mexicanas como preciosa, mari mar, café com aroma de mulher, e fã clube da carinha de anjo; saudade de não ter que depilar a perna, de não me preocupar com a opinião dos outros, de sair de qualquer jeito e desejar ser anti-social.
E quem não tem saudades?
- [i]e quem não tem saudades de algo que atire a primeira pedra.[/i]


(e a minha mesmice se trata da saudade, ela me pertence.)